Capa de Memórias de um sargento de milícias

Memórias de um sargento de milícias

Manuel Antônio de Almeida

2024

Sobre o livro

Quando o Brasil ainda estava sob as barbas do Império e as ruas do Rio de Janeiro eram tomadas por lamentos e comemorações de toda natureza, nascia, numa esquina qualquer, uma figura incendiária: o malandro. Eram os anos de 1852 e 1853 quando começou a surgir — aos poucos, em folhetins — uma obra que não apenas marcaria a literatura brasileira, mas se firmaria como um dos grandes símbolos antimoralismo do país. Era o Rio no tempo do rei, afinal de contas, mas nem só de pompa e circunstância se faz uma cidade. Memórias de um sargento de milícias é uma história de pessoas simples, cercadas de alegrias e desventuras. Na contramão do romantismo do século XIX, o romance expõe ângulos da sociedade até então nunca explorados tão intimamente: num ato corajoso para o padrão da época, as miudezas da vida cotidiana passam a ser vistas sob lentes de aumento, despidas de qualquer idealização, compondo um inquieto retrato de um Rio de Janeiro do passado. A edição da Antofágica conta com mais de 50 artes de Manuela Navas. O compositor e escritor Nei Lopes escreve uma apresentação sobre sua trajetória pessoal não apenas com o livro, mas com a cidade do Rio de Janeiro. Nos posfácios, Giovanna Dealtry, doutora em Letras pela PUC-Rio e professora do Instituto de Letras da UERJ, constrói um panorama sobre as dinâmicas narrativas e sobre o conceito de malandragem, e o escritor Sérgio Rodrigues discorre sobre a eterna juventude de Memórias de um sargento de milícias. Gabriela Mayer, jornalista e c